Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo

A Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo foi criada pela Secretaria de Estado da Cultura a fim de ampliar a perspectiva de contribuição dos museus Casa das Rosas, Casa Guilherme de Almeida e Casa Mário de Andrade ao cenário cultural da cidade, do estado e do país. Geridas em conjunto, essas instituições desenvolvem programas de modo colaborativo, com relações conceituais e temáticas, preservando-se, no entanto, a especificidade de cada uma delas.

O nexo do conjunto é evidente, tanto pela identidade museológica das casas como pela ligação histórica e artística dos escritores a elas associados, todos atuantes em movimentos de vanguarda: Guilherme de Almeida e Mário de Andrade foram mentores do modernismo na década de 1920, e Haroldo de Campos foi um dos criadores da Poesia Concreta na década de 1950.




Três museus,
três identidades em conexão

As três casas literárias, vinculadas à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e administradas em conjunto com a Poiesis – Organização Social de Cultura têm consolidado, ao longo dos últimos anos, as funções de preservação patrimonial e de agentes de difusão e formação, por meio de intensa atividade cultural e educativa.

A CASA GUILHERME DE ALMEIDA – Centro de Estudos de Tradução Literária tornou-se referência em museu-casa literário e biográfico, não só pela eficiente preservação da memória de importantes períodos da história da cidade e do rico acervo que abriga, como também por seu foco na tradução literária, campo que, inspirado pelo trabalho de Guilherme de Almeida, permite ligação com os outros segmentos em que o escritor atuou: a poesia, a crônica, o cinema, o teatro, as artes plásticas e a música, entre outros. A Casa organizou, em 2016, a primeira edição de seu Encontro de Museus-Casas Literários, de âmbito nacional, que visa a criar uma Rede Temática para o segmento.

A CASA DAS ROSAS – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura tem construído sua identidade como um lugar de referência da criação literária em São Paulo, ambiente de múltiplas manifestações no contexto diversificado de “vozes”, referências e propostas em que vivemos: tendências diferentes encontram nela o espaço propício para sua expressão. Se, por um lado, a Casa preserva o acervo bibliográfico de um dos mais importantes poetas paulistas e brasileiros, Haroldo de Campos, por outro é, fisicamente, um relevante patrimônio arquitetônico e histórico da cidade, o que a torna um ícone das transformações ocorridas no século XX, tanto artísticas e literárias como urbanas e sociais.

A CASA MÁRIO DE ANDRADE baseia-se no interesse do escritor pelas raízes de nossa cultura e pelas tradições populares. O perfil multifacetado de Mário – apresentado na exposição permanente “A morada do coração perdido” – tem alimentado as diversas categorias da programação cultural e educativa, alusivas à sua ligação com a música (“Discoteca do Mário”), com a literatura (“Biblioteca do Mário”) e com as artes plásticas (Pinacoteca do Mário”). O modernismo, como movimento transformador das artes e do pensamento no país, vinculado à vida e à obra do escritor, fornece também um suporte para a unidade conceitual e pragmática da Casa, onde se criou um Centro de Referência e Pesquisa Mário de Andrade.